Uma boa lubrificação natural é o sonho de qualquer pessoa com vagina. Mas, será que isso é mesmo sinônimo de saúde ou excitação? Os lubrificantes são nossos aliados ou servem apenas para “maquiar” outro problema de saúde? O Entre Elas trouxe algumas respostas sobre a complexa relação entre lubrificantes e saúde íntima. O objetivo é ajudar você a saber quando, por que, qual e como usá-los. Bora se informar?
Por que a lubrificação natural é suficiente?
Algumas pessoas sentem a diminuição da lubrificação natural em alguns períodos. Menopausa, gravidez e lactação são alguns exemplos. A culpa, como sempre, é dos hormônios femininos, principalmente da queda na produção de estrogênio. Mas não é só isso.
Se você não está em nenhuma dessas fases e, mesmo assim, sente que não está com a lubrificação natural ideal, saiba que a secura pode ser resultado de outros fatores, como o uso de alguns medicamentos, alergias, estresse, hábitos que prejudicam a saúde íntima, e até alguns anticoncepcionais hormonais. Além disso, a lubrificação natural varia de acordo com o ciclo menstrual.
Por que os lubrificantes podem contribuir com a saúde íntima?
Só por deixar o contato íntimo mais prazeroso já seria um bom motivo para usar lubrificantes. Mas, além disso, seguir com a relação sexual sem a lubrificação adequada causa atrito, ardência e pode provocar microfissuras na vagina. Essas fissuras podem contribuir para a proliferação de bactérias causadoras de corrimento vaginal, infecções e até doenças sexualmente transmissíveis.
Quando recorrer a um lubrificante?
Você já viu que ressecamento vaginal não é só coisa de quem entrou na menopausa ou está amamentando, como muita gente pensa. Uma fake a menos, ufa! Outro mito está relacionado ao sexo anal. Não é só para esses momentos que o lubrificante serve.
Engana-se também quem pensa que durante a menstruação o sangue já seria suficiente para deixar a vagina mais úmida. ATENÇÃO! Sangue menstrual não lubrifica nada e, além disso, durante a menstruação, a probabilidade de lesões aumenta. Assim como o sangue, a saliva também não é lubrificante.
Ou seja, use lubrificante sempre que achar necessário. Além disso, a lubrificação natural pode variar durante a mesma relação sexual. Se no começo, no meio ou no fim da relação você sentir algum desconforto, não significa que esteja mais ou menos a fim.
Para que a pessoa que está com você não ache que a excitação não foi suficiente, a dica é: converse e use o lubrificante como parte do enredo. Deu para entender? Rs.
Qual lubrificante escolher para não prejudicar a saúde íntima?
Preste bem atenção no rótulo. Dê preferência aos produtos hipoalergênicos, sem álcool e sem bactericidas e ginecologicamente testados.
Se você faz uso de preservativo, escolha sempre produtos à base de água. O óleo de coco, por exemplo, pode danificar a camisinha.
Procure também não usar lubrificantes anestésicos. O objetivo deles é bloquear a sensibilidade, o que pode ser perigoso.
Então, dá para usar e abusar dos lubrificantes sem prejuízos à saúde íntima?
Calma. A lubrificação deixa tudo mais prazeroso. E, como dissemos, muitas coisas podem prejudicar a lubrificação natural, inclusive aspectos que nem são considerados um problema de saúde.
Mas, é sempre bom falar sobre isso durante uma consulta médica. Hoje, existem recursos e terapias que trazem resultados a longo prazo para a falta de lubrificação, como o uso de laser. Em alguns casos, este pode ser mesmo o sintoma de um problema de saúde. Então, nunca é demais buscar orientação médica.